Mostrando postagens com marcador programação cultural. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador programação cultural. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Teatro Luchana - Mujeres Desesperantes


Achei que ontem seria um daqueles domingos de ficar jogada no sofá curtindo o incrível calor do começo do verão mas surpresas boas acontecem e a noite foi muito mais legal do que podia imaginar. Inesperadamente a Esther nos liga para perguntar se estaríamos livres no final da tarde. Ela queria nos convidar ao teatro. Em um primeiro momento, juro que aceitamos pensando no conforto do ar-condicionado. E somos surpreendidos positivamente. 

Fomos ver “Mujeres Desperantes” no Teatro Luchana, que foi recém-modelado onde eram salas de cinema. O espaço foi convertido em salas de teatro com preços “low cost”, ou preços justos como preferem os donos da iniciativa.



Uma aposta interessante que busca facilitar bons locais para arte e cultura, estreitando a distancia entre o público e entretenimento. O Teatro Luchana também tem um bar bem atraente e é permito beber dentro das salas. Inusitado e informal, não? Funcionou para a gente: não tivemos que beber super rápido nossas cervejas pré espetáculo. 

A peça foi bem divertida: uma comédia contemporânea sobre mulheres e as formas que percebemos os nossos relacionamentos amorosos e com o mundo. Duas atrizes dão vida a essas várias mulheres. O “plus” fica para o som – tudo que tem som ao vivo, eu apoio.

Recomendo.

Teatro Luchana
Calle de Luchana, 38
Entradas entre 5 e 16 euros. 


MUJERES DESESPERANTES
Autores: Pepe Macías y Carla Guimarães
Elenco: Lara de Miguel, Mamen Godoy y Sergio Medusa
Días e horários: Viernes a las 20h. Sábados a las 22:30h. Domingos a las 20h30

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Exposição: Mapas de Accion de Yolanda Domínguez



Até 14 de março Espacioarte Serendipia recebe Mapas de Acción de Yolanda Domínguez.
No sábado, dia 14 de fevereiro, pela manhã tive a grata oportunidade de ouvi-la falar sobre sua trajetória e sua arte. Fiz parte de uma rota didática, diretamente com ela pude conhecer, debater e entender melhor todo o processo de criação e decisão da exposição.


Yolanda Dominguez é artista plástica, artista de ação, artista de rua. Eu a conheci pela ação Registro na qual ela convidou todas as mulheres da Espanha a ir a cartórios de registro de propriedade para deixar registrado a propriedade de seus próprios corpos, uma forma de protesto contra o anteprojeto de Lei de Aborto (finalmente arquivada no ano passado). 


A ação teve uma boa recepção dentro dos cartórios, incentivou muitas mulheres de várias cidades a fazerem o mesmo e compartilharem o pequeno protesto nas redes sociais. Para a artista, a arte como ação tem esta capacidade de transcender a autoria e mobilizar pessoas em torno de uma boa causa social.

Em 2011, Yolanda alcança merecido reconhecimentos pelo projeto Poses, vídeo que mulheres fazem parodias das posturas das modelos de revistas femininas. Através do humor, Yolanda mostra como a indústria da moda pode ser danosa as mulheres ao estabelecer e reproduzir padrões de beleza que são inalcançáveis.


Na rota didática conheci outras obras conhecidas relevantes pela própria artista.
Todo um prazer começar o carnaval e o Valentines`s Day assim!


Onde: Serendipia espacio|arte.
Calle del Infante 3. 28014 Madrid
2af a sábado de 11h as 21h.
Fechado: 4af das11h as 19h.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Exposição - Guerrilla Girls

De 30 de janeiro a 26 de abril o Matadero de Madrid recebe a exposição Guerrilla Girls 1985-2015.


















O Matadero é um dos meus espaços favoritos na cidade. Como o nome diz, o antigo abatedouro municipal virou centro cultural. É grande, tem muita oferta de atividades; cursos, cinemas, feiras, mercados e mais, muito mais. Muitas vezes está bem cheio. Está animado com barulho de gente se divertindo, interagindo com o espaço. Para mim, é um espaço que tem uma energia positiva contagiando. Sempre saio satisfeita e feliz de lá.

Meu lado feminista queria ir na exposição no dia da abertura que contou com a presença de duas das Guerrillas Girl (palestra disponível aqui). Não deu. Com um grupo de amigas aproveitamos a fria manhã do último sábado para conhecer essa intersecção entre arte e ativismo político, esse pedaço da história de arte feminista.




A exposição conta com diversos cartazes, artigos de jornais e revista e dois vídeos que comemoram os 30 anos de fundação e atuação do coletivo artístico feminista estadunidense.

Como um grupo de reivindicação, a intenção das GGs é deixar bem clara a desigualdade entre homens e mulheres no mundo da arte. E são sucedidas no intento: os espaços ocupados por mulheres ou pela produção feminina na arte é muito pequeno. Uma sequência de cartazes dirigida aos museus irlandeses me chamou a atenção. Com base nas estatísticas dos próprios institutos de arte do país, as GG mostram que menos de 10% das exposições são de autoria feminina contudo mais de 70% das estudantes são mulheres. Colocam a questão: “por que educar mulheres artistas si não vão oferecê-las nenhuma oportunidade profissional?”

Para as feministas, visualizar a pouca representação feminina no mundo das artes é um passo importante para a ocupação igualitária do mesmo. Para elas, feminismo é a palavra "f" para o futuro, fazendo referência ao uso da letra "f" como substituição a um conhecido palavrão em inglês dos USA. Resignificar é uma das propostas delas.

 


Antes de sair do Matadero, entramos na videoinstalação da artista cubana Glenda León (http://vimeo.com/118474137). “Cada respiro” foi uma boa surpresa, quero conhecer mais sobre o trabalho dela. E foi ótimo para passo de transição entre o mundo cru e bravo das GGs para uma agradável tarde de cañas – porque estamos em Madrid e é isso que fazemos depois de um programa cultural.



Onde: Nave 16 do
Matadero de Madrid - Centro de creación contemporánea
Plaza de Legazpi, 8, 28045 Madrid, Madrid. 
De:30 de janeiro a 26 de abril 
Horario: 3af a 6af de 16 a 21 horas.
Sábados, domingos feriados de 11 a 21 horas.
2af fechado.
Quanto: grátis.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Sábado de Carnaval

Este ano fiquei feliz que o carnaval foi mais cedo que no ano passado. Mas chegando sábado, que é o dia da festa de carnaval para os adultos, a chuva de janeiro voltou com tudo. Achei que não ia ser legal. Achei que o desfile de rua seria um fiasco. 

Poxa, quem seriam os loucos de ficar parado na rua com frio e chuva??
Nós, claro!! 
Ainda arrastamos uma madrileña que não botava fé que o carnaval de Madrid podia ser uma festa. Arrastamos também um menino do Recife que, enfim, não teve como fugir ao som e ao sol do nordeste brasileiro. 
E fomos, todos, recompensados com um desfile simples, mágico, lúdico que me fez sentir como uma criança!!






Diferente do ano passado, que o percurso passou por algumas partes da calle mayor em torno da Plaza Mayor, este ano o desfile desceu por um das ruas laterais do Parque do Retiro até na Plaza de Cibeles onde foi a queima de fogos. 




Owwww ... foi espetacular ... foi inesperado!



Depois, claro, fomos ao Maloka porque ser feliz é preciso e faz parte do carnaval!!


Maloka bar brasileño
Calle Salitre, 36
Lavapiés
28012 Madrid



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Uns são de mesa, outros de balcão



Paco e eu adoramos um bar, acho que isso não é novidade para ninguém! 

À noite quase não frequentamos restaurante. Escolher um restaurante para jantar em uma sexta-feira à noite não é conosco. Vamos quando convidados. Vamos com prazer!


Nós somos de bar e de balcão – “barra” em espanhol. Na maior parte das vezes ficamos em pé ou nos acomodamos nas cadeiras altas. 

Gostamos de tomar cerveja: “caña o “tercio”. Caña seria como um chopp, é cerveja de pressão, normalmente 200 ml. O tercio vem em garrafas de 330 ml, ou 33cl como os espanhóis preferem. Também tem uma garrafa menor que seria um quinto de litro que agora é conhecida como “botellin”. Está na moda servir os 5 ou 6 “botellines” em cubos de gelo. Eu acho bacana porque fica geladinho, é um desperdício de vidro mas não de líquido. Os mais espetaculares são os “mini” que são os copos de plásticos de quase um litro, estes são de balada. cuidado 

Em ocasiões especiais, pedimos “vermut de grifo”. Eu não sei explicar, ao certo, o que é; parece com martine mas não é; é vinho e tem ervas aromáticas. No verão com uma rodela de limão e um cubo de gelo é uma delicia!




Os bares são democráticos, não importa se você é homem ou mulher, se você vem sozinho ou acompanhado, a idade que tenha, sempre cabe mais um nos balcões de Madrid.



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

14F: One billion rising Madrid

ONE BILLION RISING MADRID
Batucada por una vida sin violencia sexual

Jueves 14 de febrero de 2013, 20 horas
Plaza de Agustín Lara, Lavapiés, Madrid



"One billion rising" é a inciativa para trazer as ruas a temática da Violência contras as Mulheres e Meninas. 
É um convite para dançar para erradicar a Violência Domestica em todo o mundo, AGORA! 

A data de 14 de fevereiro fio uma escolha  proposital, já que se comemora o Dia de São Valentim ou o dia dos namorados no boa parte da Europa e EEUU. Era para lembrar que muitas relações amorosas entre mulher e homem são relações de desigualdade e de agressões. 
No ano passado na Espanha 46  mulheres foram assassinadas por seus companheiros. Este ano já são 9 mulheres. Oficialmente, porque há subnotificação, como em todas as estatísticas de órgãos oficiais.
O que importa é que é um número grande de mulheres que são assassinadas de forma sistemática ano após ano. Podemos pensar em uma mulher morta nas mãos de seu companheiro por semana ao ano!

Plaza de Augustin Lara, Lavapiés.


Por isso que no dia 14 de fevereiro eu estive lá na praça de Lavapiés em Madrid.
Foi lindo! A praça estava cheia. A batucada foi emocionante, como a plataforma Fenimicio .net resume. 

A batucaca era quase que exclusivamente feminina. Mulherada mandou bem e seus companheiros assistiam com os filhos. Essa foi minha percepção. Vi muitos homens responsáveis pelo cuidado das crianças nas bordas da praça enquanto as mulheres ocupavam o centro e o protagonismo da noite. 

Eu gostei de ver um protesto com uma temática tão forte tão cheio de vida. 

Apesar de todos os esforços das diferentes plataformas feministas, há sempre mais um muro de machismo a derrubar, como hoje que o ator e deputado por UPyD "Toni Cantó se ha levantado esta mañana con ganas de cuestionar la violencia de género". Ele acreditava que os números da violência doméstica favoreciam as mulheres (hã!) porque estas mentem e que estava denunciando o que podia ser uma violência contra os homens. Depois da pressão das redes sociais, o deputado se desculpou, aqui. Quer dizer até então ele não achava que estava dizendo nada de mais até ser duramente criticado.
O caso #ToniCantó é só um pequeno e pontual exemplo de que a  Violência contra Mulheres e Meninas precisa ter levada a sério.

Faça um favor a si mesmx e a todxs, torne-se Feminista!!



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Museo Nacional de Antropologia

No domingo, dia 30/09, fomos conhecer o Museo Nacional de Antropologia e participar de uma das atividades.
O museu está bem no centro da cidade, quase na frente da estação de Atocha, mas é quase um desconhecido. Eu diria que é subestimado, como é pequeno, o museu fica a sombra dos gigantes Reina Sofia e Prado que estão ao lado.
Fazia um tempo que eu queria conhece-lo e, mais que isso, eu queria ser apresentada ao museu. Quando vi a chamada para o "recorrido temático" achei que era o convite que estava esperando.

RECORRIDO TEMÁTICO:
“DE SOMBREROS, TRAJES Y ZAPATOS: CUBRIENDO CUERPOS,
DESNUDANDO IDENTIDADES”
Domingos 30 de septiembre y 4 de noviembre. 12:00h.
Diseño y realización: Jazmín Pabón.

Chegamos 20 minutos antes do início do recorrido e o grupo já estava completo.
Como havíamos combinado com uns amigos, Gastón cedeu o seu lugar para mim.
Dai que ele e o Paco ficaram soltos pelo prédio enquanto a pequena Lúcia, Paloma e eu ouvíamos a entusiasmada explicação da Jazmín Pabón, a guia. 
E, lógico, que Paco tirou várias fotos, acho que ele adorou ficar zanzando por ai.
O que eu mais gostei foi que Jazmín mostrou as peças de vestuário "dos outros", contou sua história, seu uso e fez um paralelo com a forma atual "da nossa forma" de vestir. Um delicioso contraponto entre passado e presente. Deixou bem claro que todos temos hábitos estranhos aos olhos dos outros. Somos todos exóticos!


Viramos fã do museu!!