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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Como foi ver um jogo do Real Madrid

Eu gosto de futebol, Paco não e confesso que desde cheguei aqui perdi o interesse pelo esporte. Confesso que me deu um pouco de preguiça para descobrir os dias, horários e quais campeonatos são jogados na Espanha.



Em junho fiquei sabendo do Corazón Classic Match 2017 Latidos por África no estádio Santiago Bernabeu. No dia 11 de junho desse ano, os times dos veteranos do Real Madrid e do Roma jogaram e eu consegui convencer o Paco de ir comigo.

O jogo faz parte das ações benéficas da “fundacion Real Madrid” que tem impacto na vida de mais de 7.000 crianças na África. As entradas custam a partir de 5 euros.



Para mim, foi uma oportunidade incrível de ver um jogo de futebol em um ambiente super familiar. Pai com filhos, Avós com os netos e famílias inteiras com seus sanduíches e merendas. Eu virei criança junto com as muitas crianças que entravam no estadio Santiago Bernabéu pela primeira vez. Um clima de festa, de celebração do futebol.

E, claro, pude ver jogadores do nível do Cafu, Figo, Roberto Carlos e Ronaldo Nazario. Mesmo que eles já não estão mais no auge do desempenho físico, eles são ídolos do esporte. O ritmo do jogo é mais lento mas isso não quer dizer sem alegria ou boas jogadas. O placar final foi: Real Madrid Leyendas 4 e 0 Roma Legends. Todo um espetáculo! 

O ponto alto foi ver e fazer parte dos emocionantes minutos de aplausos para o Ronaldo fenômeno quando foi anunciada sua saída de campo.


terça-feira, 28 de junho de 2016

Zaragoza por um motivo


Eu queria ir a Zaragoza por um único motivo: sua catedral.

Eu ateia convicta (e declarada) queria percorrer mais de 300 kms para ver uma catedral. E valeu a pena!

A “Basílica de Nuestra Señora del Pilar” é magnífica!



segunda-feira, 29 de junho de 2015

Teatro Luchana - Mujeres Desesperantes


Achei que ontem seria um daqueles domingos de ficar jogada no sofá curtindo o incrível calor do começo do verão mas surpresas boas acontecem e a noite foi muito mais legal do que podia imaginar. Inesperadamente a Esther nos liga para perguntar se estaríamos livres no final da tarde. Ela queria nos convidar ao teatro. Em um primeiro momento, juro que aceitamos pensando no conforto do ar-condicionado. E somos surpreendidos positivamente. 

Fomos ver “Mujeres Desperantes” no Teatro Luchana, que foi recém-modelado onde eram salas de cinema. O espaço foi convertido em salas de teatro com preços “low cost”, ou preços justos como preferem os donos da iniciativa.



Uma aposta interessante que busca facilitar bons locais para arte e cultura, estreitando a distancia entre o público e entretenimento. O Teatro Luchana também tem um bar bem atraente e é permito beber dentro das salas. Inusitado e informal, não? Funcionou para a gente: não tivemos que beber super rápido nossas cervejas pré espetáculo. 

A peça foi bem divertida: uma comédia contemporânea sobre mulheres e as formas que percebemos os nossos relacionamentos amorosos e com o mundo. Duas atrizes dão vida a essas várias mulheres. O “plus” fica para o som – tudo que tem som ao vivo, eu apoio.

Recomendo.

Teatro Luchana
Calle de Luchana, 38
Entradas entre 5 e 16 euros. 


MUJERES DESESPERANTES
Autores: Pepe Macías y Carla Guimarães
Elenco: Lara de Miguel, Mamen Godoy y Sergio Medusa
Días e horários: Viernes a las 20h. Sábados a las 22:30h. Domingos a las 20h30

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A dura arte de beber na Espanha


Como já disse por aqui em algum post, Paco e eu, para sair, somos de boteco. 
Ai, os botecos de Madrid!! Meu caso de amor! Amo todos! Dos pé-sujos até os de tipo hispter!

Quando não saímos somos de “ficar em casa”!! Recebemos e somos recebidos em casa. Vou contar, tem dia que é difícil, viu!! O ritual de beber poder ser longo e levar os iniciantes, como eu era, ao nocaute. 
No Brasil, quando vamos almoçar ou jantar na casa dos amigos, os que são de vinho bebem vinho, os de cerveja vão de cerveja e aos demais resta o que resta. Na Espanha é tudo diferentes, todos bebem tudo! 


O esperando é que te ofereçam uma cervejinha com aperitivo quando você chega. Bebericando a cerveja e beliscando queijinhos, batatas fritas e embutidos esperamos a refeição principal. Enquanto isso o anfitrião escolhe o vinho que vai acompanhar a comida. Nem sempre é o que você trouxe, pode ser que o Jorge, no caso, ache que não combine com o prato. Longa discussão sobre quem, onde e como se faz um bom vinho, enquanto eu já me afoguei nas batatinhas, minha debilidade. 


Comida pronta, todos à mesa e vem o vinho. Nas casas dos meus amigos a refeição vem servida no seu prato da cozinha e, normalmente. Costumam ser dois pratos bem servidos! Dá-lhe vinho! Vem a sobremesa que pode ser acompanhada com o vinho ou não. Café, chá ou um licor são oferecidos. 
Termina a comilança mas não a bebericagem! Se a ideia é ficar de papo para o ar com os amigos é hora das “copas”: coca-cola com run, gin tonica e outros mais. Se você for a minha turma, dos fermentados, pode pedir água mesmo!! 



Depois disso se conseguir é só começar de novo. 
É uma maratona, vá passo a passo!
Obs.: as três fotos são de um único almoço!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Milão e Magê

Era o que tinha!!   
A carol vinha a um congresso em Grenoble que fica perto de Lyon.
Eu queria ir pra lá pra encontrá-la mas o Paco nâo queria ir pra França.
Abri o mapa e virou Milão. 
 
Ir e voltar foi mega cansativo: duas noites no aeroporto.
Milão é lindo, grande cidade, meio "pija", meio fashion.
E cara!
Mas Paco e eu conseguimos comer e beber bem sem vender os rins.
Conto tudo: AQUI no blog Milão nas mãos.
 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cuenca

Cuenca está entre dois rios: o rio Júcar ao norte e ao afluente do rio Huécar ao sul. Para quem sai da secura de Madrid  (170 kms de distancia) é uma abundancia de ar úmido respirável. Pra quem tem renite, sinusite e outras istes, como eu, é um benção dos deuses!  Mesmo que seja no final de semana (22- 24 de fev.)  mais frio do inverno em toda Europa. Estava frio, muito, muito frio! Sensação térmica de - 10 graus a noite. Casacão, meião, calça térmica, luvas, cachecol na mala e tudo resolvido.

Do Wiki


A parte antiga está no alto da montanha,  por volta de 950 metros de altitude . É ali que estão as "casa colgadas", que são casa esculpidas na montanha com os balções que parecem pendurados no ar. As mais famosas foram construídas no século XIV.

O seu conjunto histórico e arquitetônico, bem conversado, foi declarada Patrimônio de la Humanidade pela Unesco. Caminhar pelas ruas estreitas e escuras, senti me em Toledo, talvez, porque esta é a  referência em cidades medievais espanholas. Acho dá para comparar: os dois "cascos antiguos" são te levam a imaginar a vida em outros tempos.

Eu fiquei impressionado com a concentração de museus no centro histórico, Cuenca tem 10 museus, segundo nosso amigo wiki! Os mais destacados são os de Ciencia e o Museu de Cuenca, que eu queria ter entrado. Mas nosso final de semana era de andanças.

Começamos subindo pelo lado do afluente do rio Huecar até o mirador de San Pablo para ter o melhor angulo da casa colgada mais antiga. Cada passo mais para cima, as casas se revelavam.

Lá embaixo.

No meio do caminho.

Casas e um dos arco da ponte San Pablo.

Para chegar a elas é preciso atravessar a ponte de San Pablo que liga os dois montes. Com chuva fina e vento constante, a travessia foi minha verdadeira aventura da viagem. Uma ponte de ferro e madeira, estreita por ser para pedestres, reconstruída em 1902 dá vertigem que vale a pena. 

Ponte.

Atravessar 

"A" casa.

Pela chuva e pela hora que chegamos perto da casa (depois do horário de almoço espanhol) estivemos ali só nós dois, um privilégio! E assim foi durante quase todo o dia. Cuenca só para nós!  
A continuação e inesperadamente de uma das ruelas chegamos a Plaza Mayor e na Catedral.

Catedral.
Catedral e Plaza Mayor.

Plaza Mayor e o reflexo da chuva.

Essa foto acima é a minha favorita do dia: prédios coloridos, porta antiga, o reflexo da chuva e ninguém na praça. Foi um super privilégio poder ter explorado a cidade, pudemos contemplar cada detalhe 
com a tranquilidade da chuva.
Chegamos até as ruínas do castelo onde tem um vista maravilhosa de todo o vale, depois descemos rapidíssimo pelo lado do rio Júcar até a rua dos barzinhos (Calle San Francisco), afinal a chuva molha - dã!  

Molhada e cansada.



Sábado de sol e neve - Cuenca

Tudo que era chuva em Cuenca se transformou em neve nos sues arredores mais altos. E foi totalmente nevada que encontramos a Cuidad Encantada, uns 30 kms da cidade de Cuenca.
Cidade Encantada é um parque natural de incríveis formações rochosas, que está a 1.500 metros de altitude. 
Como qualquer um que cresceu sem ver neve, eu estava mais feliz que "pinto no lixo".







sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Museo Nacional de Antropologia

No domingo, dia 30/09, fomos conhecer o Museo Nacional de Antropologia e participar de uma das atividades.
O museu está bem no centro da cidade, quase na frente da estação de Atocha, mas é quase um desconhecido. Eu diria que é subestimado, como é pequeno, o museu fica a sombra dos gigantes Reina Sofia e Prado que estão ao lado.
Fazia um tempo que eu queria conhece-lo e, mais que isso, eu queria ser apresentada ao museu. Quando vi a chamada para o "recorrido temático" achei que era o convite que estava esperando.

RECORRIDO TEMÁTICO:
“DE SOMBREROS, TRAJES Y ZAPATOS: CUBRIENDO CUERPOS,
DESNUDANDO IDENTIDADES”
Domingos 30 de septiembre y 4 de noviembre. 12:00h.
Diseño y realización: Jazmín Pabón.

Chegamos 20 minutos antes do início do recorrido e o grupo já estava completo.
Como havíamos combinado com uns amigos, Gastón cedeu o seu lugar para mim.
Dai que ele e o Paco ficaram soltos pelo prédio enquanto a pequena Lúcia, Paloma e eu ouvíamos a entusiasmada explicação da Jazmín Pabón, a guia. 
E, lógico, que Paco tirou várias fotos, acho que ele adorou ficar zanzando por ai.
O que eu mais gostei foi que Jazmín mostrou as peças de vestuário "dos outros", contou sua história, seu uso e fez um paralelo com a forma atual "da nossa forma" de vestir. Um delicioso contraponto entre passado e presente. Deixou bem claro que todos temos hábitos estranhos aos olhos dos outros. Somos todos exóticos!


Viramos fã do museu!!