sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Supermercados bons de preço


Todo mundo gosta de economizar, ainda mais em coisas consideradas supérfluas. Aqueles itens que não precisamos, mas que são legais de ter. Vou deixar aqui os nomes de três supermercados baratos que vamos quando queremos comprar esse tipo de coisinhas. 

Dealz

Parece ser que faz parte da mesma franquia da Inglaterra, a Poundland. Ambos oferecem a maior parte dos produtos por um preço único: a Poundland por um pound, uma libra e o Dealz por 1,5 euros.
Eu vou para comprar sabonetes diferentes da marca Dove! Lá encontro o “hidratação fresca pepino e chá verde”, que acho uma delicia para usar no verão seco de Madrid. Já o Paco vai a loucura com os pacotes de pilhas por 1,50 euros.
Na época do Halloween compramos um par de “catrinas”, caveiras típicas mexicanas, que agora decoram a escada de nossa casa. 




Primaprix

É um tipo de supermercado “outlet”, como a empresa mesmo diz. Grandes lotes de produtos que não tem boa saída em outros estabelecimentos vão parar nos Primaprix pelo preço de custo. 
Eu acho que lá é um bom lugar para comprar shampoo, condicionador e outros produtos de cabelo. Quando encontro um condicionador da L´oreal da linha hair expertise, sem sulfatos nem silicones, acaba indo para o carrinho de compra. Tenho um guardado da última ida ao Primaprix. Nessa ida, fomos para comprar produtos de limpeza, como o Fairy de 5 litros, a marca estrela de lava louça na Espanha.
Uma vez encontramos uma super oferta de chocolate da marca Kitkat sabor laranja que me fez feliz por um tempão. A caixa era enorme, com 36 chocolates. Uma delícia! 


Sqrups!

Foi o primeiro desse tipo de supermercados que comecemos. Compramos algumas coisinhas e Paco quis levar um vaso para casa. Ultimamente eu acho que caiu em qualidade e oferta de produtos, mas ainda acho que vale a pena entrar para investigar, porque não?

Nesses três supermercados você encontra produtos como alimentos e bebidas, coisas para bebes e crianças, para casa e festas, além dos de beleza e limpeza de grandes e conhecidas marcas. Os produtos que estão para vencer estão bem marcados e com descontos maiores ainda. Contam com vários endereços por Madrid. Quando vamos pela região de Tetuan e Estrecho, ver uns amigos, damos uma passadinha por um deles, já que não tem nenhuma aqui perto de casa. Afinal sempre é bom encontrar coisa não tão úteis ou urgentes e pagar pouco, ou pelo menos ter a sensação de economia.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Como foi ver um jogo do Real Madrid

Eu gosto de futebol, Paco não e confesso que desde cheguei aqui perdi o interesse pelo esporte. Confesso que me deu um pouco de preguiça para descobrir os dias, horários e quais campeonatos são jogados na Espanha.



Em junho fiquei sabendo do Corazón Classic Match 2017 Latidos por África no estádio Santiago Bernabeu. No dia 11 de junho desse ano, os times dos veteranos do Real Madrid e do Roma jogaram e eu consegui convencer o Paco de ir comigo.

O jogo faz parte das ações benéficas da “fundacion Real Madrid” que tem impacto na vida de mais de 7.000 crianças na África. As entradas custam a partir de 5 euros.



Para mim, foi uma oportunidade incrível de ver um jogo de futebol em um ambiente super familiar. Pai com filhos, Avós com os netos e famílias inteiras com seus sanduíches e merendas. Eu virei criança junto com as muitas crianças que entravam no estadio Santiago Bernabéu pela primeira vez. Um clima de festa, de celebração do futebol.

E, claro, pude ver jogadores do nível do Cafu, Figo, Roberto Carlos e Ronaldo Nazario. Mesmo que eles já não estão mais no auge do desempenho físico, eles são ídolos do esporte. O ritmo do jogo é mais lento mas isso não quer dizer sem alegria ou boas jogadas. O placar final foi: Real Madrid Leyendas 4 e 0 Roma Legends. Todo um espetáculo! 

O ponto alto foi ver e fazer parte dos emocionantes minutos de aplausos para o Ronaldo fenômeno quando foi anunciada sua saída de campo.


sexta-feira, 30 de junho de 2017

O que aprendi viajando com a mina mãe, versão sul da Espanha

No último post eu contei como foi receber minha mãe e amigas em Madrid. Agora volto contando como foi conhecer três cidades da Espanha com duas senhoras muito ativas e exigentes.

Mirador de San Nicolas - Granada.

Em setembro fizemos a tão sonhada viagem para o sul da Espanha. Eu queria muito levar minha mãe para a Alhambra, que em 2015 recebeu 2,5 milhões de visitantes. Para mim, esse patrimônio da humanidade Unesco é a síntese do que é a Espanha por reunir um palácio e jardins árabes, fortaleza militar e castelo espanhol e notada presença da igreja católica. As três principais influencias históricas em um único lugar. É impressionante!

Granada (romã) em Granada.



Alhambra, Granada.

Para minha mãe fazia muito sentido conhecer o conjunto monumental da Alhambra para entender melhor o pais onde escolhi viver. Ela queria ver com os próprios olhos o que eu tanto conto da cultura espanhola. Daí aproveitamos para ir a Córdoba e Sevilha, porque todo o sul da Espanha é maravilhoso mesmo! Foram 10 dias de viagem na qual a Elze, amiga da minha mãe, também nos acompanhou. 

Dica importante: compre com antecedência o bilhete de entrada a Alhambra.

Aprendi que cada tem o seu ritmo e dá para descobrir uma cidade respeitando cada um deles. Essa foi a minha quinta vez em Granada e cada vez aproveitei muito. Com elas descobri que não tem melhor idade para viajar, o importante é ir. E setembro parece ser o mês ideal para viajar pelo calor do final do verão europeu. 
Aprendi que paciência não tem limites. MESMO e tem dois lados, dela comigo e eu com ela. Sempre. Somos duas pessoas adultas e temos hábitos muito diferentes. PARA TUDO. Nessa viagem ficamos 24 horas juntinhas! O amor é lindo, mas a paciência é soberana e realmente não tem limites. Botei o meu melhor sorriso no rosto, respirei fundo e pensei: “eu devo ter alguma outra mania que deve ser mais irritante do que essa e minha mãe ainda não me falou nada”! 

Pátio dos Leões, Alhambra -Granada.

Pátio dos Leões, Alhambra - Granada


Elas deixaram tudo nas minhas mãos. Eu me senti super responsável e preocupada, afinal, é uma inversão de papeis. Eu era a cuidadora. É osso, gente! 
Mas em compensação elas sempre me davam o melhor pedaço. Eu tinha o melhor horário para tomar banho, o café pronto e só tinha que lavar a louca. Afinal mãe é mãe até de férias!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

O que aprendi da viagem da minha mãe com suas amigas


Faz um tempo, minha mãe veio a Madrid com mais 3 amigas. E foi tão punk como maravilhoso. Digo punk porque elas tinham demandas e expectativas que não eram iguais as minhas. E foi maravilhoso porque nos divertimos a beça. Vou contar o que aprendi com elas daqueles dias.

Vi na prática que Madrid é uma cidade para todas as idades, é só seguir o ritmo de cada geração. Eu estou muito acostumada a ficar em pé no balcão dos bares, daí que só conheço boteco estilo pé sujo para uma paradinha rápida durante o passeio. Elas querem sentar e não existe paradinha rápida. Alias, pressa para que?

Eu achava que sabia muito de Madrid, elas testaram os meus conhecimentos. Não adiantava dizer que tal coisa era velha, tinha que saber o século de construção. Não bastava dizer que tinha sido um rei do passado, eu tinha que saber qual. Anotava todas as perguntas e voltava no dia seguinte com respostas. Fui sabatinada!

Elas eram os alvos (para o bem e para o mal). Dos “carteiristas”, dos vendedores ambulantes, dos garçons. Eu tinha que ter olhos abertos o tempo todo. Em um restaurante da calle mayor, eu tive que ser pouco educada com um garçom porque ele quis cobrar os talheres alegando que a gente tinha ocupado uma mesa, tive que lembrá-lo que foi ele que nos indicou tal mesa mesmo depois que eu falei repetidas vezes que só íamos tomar algo e não íamos jantar. Foi cansativo mas foi bom para elas perceberem que tinham que ficar mais atentas e não se deixar levar por qualquer conversa. 

Por outro lado, elas eram alvos de muitas gentilezas. Pessoas que cediam lugares no transporte público, nos bares, deixavam elas passaram na frente nas filas. Nunca vi tantos vendedores de loja amáveis em Madrid. Elas saíram distribuindo sorrisos e ganhavam muitas gentilezas. Elas são assim em todos os lugares, de férias estavam radiantes.

O mais importante é que aprendi que nunca é tarde para viajar com as amigas.



Em setembro vou com a minha mãe e sua amiga Elze ao sul da Espanha. Daí eu volto para contar onde foi a odisseia de vários deslocamentos e duas senhoras muitos ativas e exigentes.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Zaragoza por um motivo


Eu queria ir a Zaragoza por um único motivo: sua catedral.

Eu ateia convicta (e declarada) queria percorrer mais de 300 kms para ver uma catedral. E valeu a pena!

A “Basílica de Nuestra Señora del Pilar” é magnífica!



segunda-feira, 20 de junho de 2016

Alho, sal e outras coisinhas



* Alho e Sal: Espanhóis estão para alho assim como brasileiros para o sal. Amo alho e que a comida não venha com tanto sal.


Outro dia, perguntei a uma amiga estadunidense se, para ela, gazpacho tinha muito gosto de alho. Animadamente, ela: “sim, sim claro, tem muito alho. Eu adoro!” “Paco, para você, gazpacho vem com muito alho?”, perguntei. Ele: “depende, acho que não muito”. Os dois gostam muito de alho e tem percepções bem diferentes. 

* Pasta: fuja. Apenas fuja da opção “pasta” se um restaurante espanhol tiver no “menu del dia”. Espanhóis não sabem fazer pasta. É mais fácil aceitar o fato e escolher outra coisa. Eu vou de arroz. 

* Muitas vezes, o café da manhã e o lanche da tarde quase sempre tem doce. Nada de cafezin com um paozin de queijo. Nada de pão na chapa com manteiga com um pingado em copo grande. Aqui, eles vão de churros com chocolate que não tem recheio e, para mim, não tem graça. 
Quando eu posso, e quero um doce muito doce, eu troco por uma palmeira de chocolate. 




* Adoro entrar em (quase) qualquer bar e pedir uma “caña” em quase qualquer horário sozinha! Simples assim: uma “caña”, uma “tapa” e eu. 
Naqueles dias que vou ao centro de Madrid sozinha, tenho o meu bar estilo boteco para a cervejinha refrescante antes de pegar o metro de volta. Fica escondido na “calle de los Madrozo” perto do metro Banco de Espanha. O jamón deles é uma delicia! 



* Por que tomar café depois do jantar? Eu prefiro tomar um “meta poleo”, que nada mais é que um chá de hortelã.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Para os próximos meses


Eu quero o que todo mundo quer ...

Eu quero poder estar junto da minha família. Quero fazer churrasco de aniversário para o Paco no fundo do quintal da casa nova do meu pai, com os meus amigos e dele. Na 6af quero pedir pizza que obrigatoriamente será metade portuguesa porque é a preferida de uma de minhas irmãs. E quero muito os infinitos cafés da manhã da minha mãe, duram horas e vemos o tempo passar.
Charlie tentando invadir a ceia de Natal.

Eu quero apertar muito a pequena Olivia que nasceu dias depois que eu cheguei. Ela me esperou. É um pacotinho de muito amor. Agora somos uma família maior e mais linda.
Pezinhos de Olivia

Eu quero voltar a Madrid tendo olhado nos olhos da minha mãe e saber que deu tudo certo. Em janeiro minha mãe passou por uma pequena intervenção cirúrgica. Ela está bem e estamos todos muito felizes com o resultado. Foi muito bom poder estar ao lado dela no hospital e nos primeiros dias da recuperação. 



Eu quero estreitar laços que o Paco construiu lá no Brasil. Pudemos passar um final de semana adorável com uma família que eu conheci aqui em Madrid. Uma família brasileira que adotou o Paco quando ele morou no Brasil como parte dela. Fomos a Minas Gerais com direito a sitio com feijoada, cerveja e piscina. Outra vez pudemos ir a chácara do Rey com muito verde, pastel de jaca e risadas.




Eu quero poder ver o crescimento das minhas amigas de adolescência e perceber que existem amizades que perduram no tempo e espaço. Passamos a virada do ano juntas e isso basta, sempre!



Revi minha cidade, São Carlos, e continua tudo igual porém diferente. Dá saudades e vontade de ficar lá. Percebi que conheço bem São Paulo e assim mesmo a cidade me surpreende a cada instante. São Paulo é para os fortes, mas existe amor em São Paulo. Vi os quadros de volta aos cavaletes de cristal do Masp e tremi de emoção.






Eu quero tudo isso ao lado do Paco e para isso para Madrid voltamos. Como brinde final: exploramos uma cidade nova na Espanha no final semana de semana de janeiro. Fomos a Zaragoza e fizemos o que mais gostamos juntos: andar muito, tirar fotos, conversar tomando uma cervejinha no final do dia. Bem juntos.




Para os próximos meses eu quero tudo isso que vivi nos últimos dois meses. Agora é batalhar para que os próximos meses sejam tão interessantes e intensos como os últimos dois mesmo que a distancia parece me separar dos meus quereres. A distancia é só um oceano, pode ser ilusória, pode ser diminuída pelas boas memórias. 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Dois cafés e uma "fregona"


Morando na Espanha faz um pouco mais de 4 anos tem pequenos hábitos que eu incorporei de tal forma que faço quase no automático. 

Um deles é o segundo café da manhã. O horário de almoço espanhol é (muito) tarde e para entrar na rotina e não morrer de fome o jeito é dividir o café da manhã em dois. Perto das 11 horas da manhã eu como alguma coisinha. Ultimamente tenho muita vontade de torradinha com geleia. 

O hábito de café da manhã doce é muito estendido pela Europa, aqui rola um pão com manteiga e geleia em qualquer cafeteria. Eu não sou muito de doces mais o cítrico da geleia me conquista.

Antes eu achava muito doce ou um luxo que deveria ser guardado para férias de final de semana especial. Mas porque não aproveitar as coisas boas da vida no dia a dia? E, convenhamos, os espanhóis sabem fazer isso muito bem! Incorporei o habito e o meu dia fica mais feliz. 

Em casa é uma torradinha e na rua tento ver o pedaço de pão antes de pedir. Tem uns lugares que te servem a baguete, ou "barra de pan", quase inteira! O ideal ir com calma, afinal o bom é uma pitada de gostosura.




Agora quando quero algo para o salgado nada é melhor do que um pão quentinho com alho esfregado em cima e muito azeite! Alho, azeite e pão: a tríade perfeita da cozinha espanhola.

Ai, como é fácil espanholizar-se assim!

Difícil é me acostumar com a maldita da fregona! A versão moderna e muito usada aqui foi inventada por um espanhol



Os espanhóis acham que o trambolho é a oitava maravilha moderna do mundo da limpeza, mas, para mim, o treco só espalha a sujeita e deixa tudo molhado! Não sei usar e não me acostumo. Aqui em casa nem tem mais ... Quero meu rodo de volta!



E vocês, quais os pequenos hábitos incorporados e rechaçados?

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Para Vermut ... Casa Camacho

Em um sábado de final de inverno fomos convidados para uma festa de comemoração de 65º. aniversário. Festa surpresa como manda o figurino. Uma boa festa em família. Paco e eu saímos de lá tão animados que queríamos tomar a “saideira”. Como estávamos por Malasaña pensamos no Casa Camacho, claro! 

A Casa Camacho é uma bodega clássica de Madrid, um “lugar de toda la vida”. 




Segundo o blog Mis tabernas favoritas, a casa existe desde 1929 e começou como armazém de “aguardiente” (bebidas alcoólica obtidas por destilação). Hoje, é uma parada obrigatória aos amantes de bons botecos, como eu. Todos os cantos são incríveis e o atendimento é algo particular. Os garçons são os mesmos desde sempre. Tem algumas fotos deles mais novos nas paredes. Eles são ultra rápidos no preparo dos vermutes e cañas e são algo mal-humorados. Eu diria que secos e estão concentrados nas multitarefas. Eles estão ali para servir ao cliente e não para serem agradáveis e solícitos. Enfim, ser simpático é algo pessoal e não característico da profissão. 
O pequeno detalhe do lugar, que faz toda a diferença, é atravessar o balcão para ir ao banheiro. 
De acordo com o Paco, num tom nostálgico, é um dos poucos originais de Malasaña, o bairro agora dos modernos e descolados (dos hipster, também). Para mim, a Casa Camacho é toda uma experiência.




A especialidade da casa é o “vermut de grifo”. O vermut, bebida a base de vinho e aromatizado com flores ou ervas, não tem nada a ver com os que já bebi no Brasil. Os vendidos nos bares de Madrid são considerados caseiros, naturais, artesanais, e cada bar diz o que seu é o autentico. Em Madrid há grandes apreciadores dessa bebida. É a bebida típica dos domingos antes do almoço. No nosso caso, foi para encerrar a noite em grande estilo e com muito teor alcoólico! 




E para os tem quem coragem … a Casa Camacho prepara os yayos: "vermut, ginebra (gim) y casera" (ar com gás levemente cítrica). Tão forte quanto delicioso, um perigo!




Onde: Casa Camacho
Calle de San Andrés 4
28004 Madrid
Horário: 12h00 as 02h00.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Programas da TV espanhola

Todo mundo vê TV, né?

Sempre rola uma curiosidade sobre como é a programação das tevês abertas nos outros países. Para mim, a TV espanhola tinha duas qualificações: excelente ou muito, muito ruim. Não havia meio termo. As TVs públicas, como 24h, La 1 e La 2, eram excelentes e as demais eu não via. Nos últimos tempos, alguns outros programas me chamam a atenção, vou contar quais são.

Em abril, eu estava seguindo uma serie de TV, a “Vis a Vis”. É a historia de Macarena que vai parar na prisão após ser enganada pelo patrão/amante. Imagino que deve ser do mesmo estilo de “Orange is the new Black”, que ainda não vi. O tema é universal: a dura vida de mulheres encarceradas. Os episódios são bem dinâmicos e deixam várias perguntas no ar que te deixam com vontade de ver o próximo.

Da mesma emissora está o “Alli abajo”, que é a história de um vasco que deve ficar mais tempo na Andalucía do que gostaria. Apesar da serie ter no elenco uma atriz muito boa, a Maria Leon, acho o tema vascos x andaluces explorado de uma forma caricata, “condenados a entender-se” diz a manchete do site da emissora. Sempre tentam colocá-los como totalmente antagônicos e assim se reforçam estereótipos que não são interessantes para fomentar as trocas culturais. Acho que o programa veio na carona do filme “8 apellidos vascos” que fez um enorme sucesso por explorar isso de forma cômica. 



Ano passado meu programinha de 2af a noite era “Os mistérios de Laura". A história bem humorada de uma investigadora de polícia, Laura Lebrel, um pouco atrapalhada, com um Q de Agatha Christie. Era uma reprise que aqueceu o horário, fez com que a emissora anunciassem novos capítulos mas a ideia foi cancelada. Fiquei órfã.

Uma amiga, que atualmente mora em outro país da Europa, adora “La que se avecina”. Ela vê quando tem saudades de Madrid. Conta as peripécias dos moradores de um edifício. Tem personagens cativantes, dá para ver episódios soltos, sem ter que “seguir” as temporadas. Mas eu não curto esse tipo de humor.

O “Grande Familia” espanhol é “Cuentame como paso”. Os Silva espanhóis são encarnados pela família Alcántara que desde 1968 que nos ajudam a reviver a historia da Espanha, segundo a própria sinopse no site. Tem uma trama política, dramática e emotiva. Assisti uns episódios mas não fui fisgada, a historia está no ara faz um tempão (desde 2001). A temporada de numero 16 acabou de acabar. Me sinto perdida. Bem que eu queria acompanhar, é o mais parecido a uma boa novela brasileira.

A mesma RTVE tem apostado em séries históricas. Fez o ótimo “Isabel”, narrando a história da rainha católica que une a sangue e espada o território espanhol. Adorei tudo, a reconstrução histórica esta gostosa de ver. Agora está com “El Ministério del tiempo”, com uma trama bem original
que ainda tenho que conferir. Espero que dê tempo na férias.

Quase todos estão disponíveis nos portais das redes de televisão. Para praticar, acostumar o ouvido na língua espanhola ou, simplesmente, poder se sentir mais perto de Madrid, como faz minha amiga. Acho que são boas e divertidas formas de entretenimento.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

(Nossa) Pareja de hecho


Um tempinho atrás a Larissa, do Esto es Madrid, Madrid,  fez um post super legal e completo sobre o processo de “pareja de hecho” em Madrid. Daí, eu pensei: por que não contar minha experiência?! Como a Lari contou a parte burocrática, eu vou contar como foi a minha experiência pessoal. 
No nosso caso, nós conseguimos uma data disponível para um ano após pedi-la (Larissa e Juan esperam “só” cinco meses). Somando com o requisito de “viver com seu companheiro/a durante um período ininterrupto de 12 meses”, Paco e eu esperamos dois anos para ser um casal de fato, direitos e deveres.
Pois é ... pode demorar!!

Indo de metro

No dia 11/11/13, às 13h, Paco e eu assinamos o nosso documento de “pareja de hecho” que nada mais é do que o compromisso de união estável. Decidimos enfrentar o processo para facilitar a nossa vida:  pelo plano de saúde, “tarjeta sanitária europeia” e coisas de banco. Mas foi um dia tão especial, cheio de amor e carinho que estamos pensando em fazer o mesmo no Brasil.

Reunimos alguns amigos e convidei minha professora de espanhol para dividir com a gente este momento especial. Na hora de assinar os papeis Paco estava super nervoso, um pouco atrapalhado e eu mega sorridente, achando tudo lindo. Não conseguia parar de sorrir!
O ato em si é rápido, a funcionaria que nos atendeu foi simpática e depois ela nos deixou com os amigos (e testemunhas) para tirar fotos* na sala.

Do Registro Geral fomos em direção ao Museo del Jamon da Calle Mayor, próximo a Puerta del Sol, que é nosso favorito. Sim, sim fomos tomar o aperitivo lá: no lugar bem turístico, cheio e bem barulhento! Depois seguimos a outro bar na mesma Calle Mayor. Foi ótimo! Foi divertido! Foi com poucos amigos (era 2af) e pelas ruas da Madrid.

No final do nosso dia, o Juanma disse que estava tão feliz que a gente devia fazer “pareja de hecho” todo ano. Este foi o clima que reinou durante a nossa tarde, nem a greve dos lixeiros atrapalhou. Eu andei linda, loira e de salto alto pelo centro de Madrid em um dia que a sujeira causada pela (justa) greve estava no auge. Senti-me em um filme do Almodóvar! Nada mais próprio, não?!


*Tiramos muitas fotos contudo Paco não gosta de ter sua imagem exposta pela internet. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Espanha em duas contradições

Hoje entrou em vigor a tal "ley mordaza". Formalmente são modificações a já existente “ley de seguridad cuidadana”, uma roupa nova e mais dura as formas das manifestações publicas por exemplo. Agora a “resistência pacifica” pode ter pena de multa. Ficar sentado e em silencio pode render em multa caso a pessoa se negue a “dissolver reuniões y manifestações em lugares públicos” ordenados pela “autoridade competente”. Existem várias classes de multas, entre 100 a 600 mil euros.

Para quem pensa que “ok, menos baderneiros e Black Bloc”, vou para o exemplo do Greenpeace. Afinal, todos somos verdes e amamos as baleias, né? Ontem eles coloraram uma bandeira enorme em um guindaste perto do Congresso dos Deputados em Madrid. 
O Protesto é um direito.

Protesto pacífico e efetivo como eles sabem fazer. Pois se fosse hoje o Greenpeace estaria agindo contra a lei. Total restrição de liberdades!

Por outro lado, também essa semana, Madrid esta toda colorida para celebrar o Orgullo2015 e os 10 anos de matrimonio igualitário. Espanha é um pai pioneiro em garantia das igualdades jurídicas. Até os órgãos estatais se somam nas comemorações da liberdade do amor! 
Yes, Obama, os espanhóis têm direitos iguais quanto a casamento faz 10 anos!
 
Ayuntamiento de Hortaleza (meu bairro).

Então é isso que temos para hoje: casar pode, protestar não!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Café com gelo, topa?


O verão chegou e com ele um hábito que os meus madrilenos juram que é refrescante: café com gelo! 

Funciona assim: ao lado do seu café perto normal de todos os dias vem um copo um pouco maior com cubos de gelo. Você adoça ou não o café preto, mexe bem e verte tudo no ou copo. Voilá!! Uma típica maneira de encerrar um almoço ou ideal para a metade da tarde.

Eles juram que é uma delicia! Eu não provei e ainda faço careta quando vejo.



E ai, topa??

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Teatro Luchana - Mujeres Desesperantes


Achei que ontem seria um daqueles domingos de ficar jogada no sofá curtindo o incrível calor do começo do verão mas surpresas boas acontecem e a noite foi muito mais legal do que podia imaginar. Inesperadamente a Esther nos liga para perguntar se estaríamos livres no final da tarde. Ela queria nos convidar ao teatro. Em um primeiro momento, juro que aceitamos pensando no conforto do ar-condicionado. E somos surpreendidos positivamente. 

Fomos ver “Mujeres Desperantes” no Teatro Luchana, que foi recém-modelado onde eram salas de cinema. O espaço foi convertido em salas de teatro com preços “low cost”, ou preços justos como preferem os donos da iniciativa.



Uma aposta interessante que busca facilitar bons locais para arte e cultura, estreitando a distancia entre o público e entretenimento. O Teatro Luchana também tem um bar bem atraente e é permito beber dentro das salas. Inusitado e informal, não? Funcionou para a gente: não tivemos que beber super rápido nossas cervejas pré espetáculo. 

A peça foi bem divertida: uma comédia contemporânea sobre mulheres e as formas que percebemos os nossos relacionamentos amorosos e com o mundo. Duas atrizes dão vida a essas várias mulheres. O “plus” fica para o som – tudo que tem som ao vivo, eu apoio.

Recomendo.

Teatro Luchana
Calle de Luchana, 38
Entradas entre 5 e 16 euros. 


MUJERES DESESPERANTES
Autores: Pepe Macías y Carla Guimarães
Elenco: Lara de Miguel, Mamen Godoy y Sergio Medusa
Días e horários: Viernes a las 20h. Sábados a las 22:30h. Domingos a las 20h30

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A dura arte de beber na Espanha


Como já disse por aqui em algum post, Paco e eu, para sair, somos de boteco. 
Ai, os botecos de Madrid!! Meu caso de amor! Amo todos! Dos pé-sujos até os de tipo hispter!

Quando não saímos somos de “ficar em casa”!! Recebemos e somos recebidos em casa. Vou contar, tem dia que é difícil, viu!! O ritual de beber poder ser longo e levar os iniciantes, como eu era, ao nocaute. 
No Brasil, quando vamos almoçar ou jantar na casa dos amigos, os que são de vinho bebem vinho, os de cerveja vão de cerveja e aos demais resta o que resta. Na Espanha é tudo diferentes, todos bebem tudo! 


O esperando é que te ofereçam uma cervejinha com aperitivo quando você chega. Bebericando a cerveja e beliscando queijinhos, batatas fritas e embutidos esperamos a refeição principal. Enquanto isso o anfitrião escolhe o vinho que vai acompanhar a comida. Nem sempre é o que você trouxe, pode ser que o Jorge, no caso, ache que não combine com o prato. Longa discussão sobre quem, onde e como se faz um bom vinho, enquanto eu já me afoguei nas batatinhas, minha debilidade. 


Comida pronta, todos à mesa e vem o vinho. Nas casas dos meus amigos a refeição vem servida no seu prato da cozinha e, normalmente. Costumam ser dois pratos bem servidos! Dá-lhe vinho! Vem a sobremesa que pode ser acompanhada com o vinho ou não. Café, chá ou um licor são oferecidos. 
Termina a comilança mas não a bebericagem! Se a ideia é ficar de papo para o ar com os amigos é hora das “copas”: coca-cola com run, gin tonica e outros mais. Se você for a minha turma, dos fermentados, pode pedir água mesmo!! 



Depois disso se conseguir é só começar de novo. 
É uma maratona, vá passo a passo!
Obs.: as três fotos são de um único almoço!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A lenda de Luis Candelas

Uma das esquinas da Plaza Mayor abriga um restaurante com o nome de um personagem muito famoso: “Las cuevas de Luis de Candelas”. 



A história oficial coloca Luis Candelas como o inimigo número 1 de Madrid no século XIX. Entretanto a boca pequena, entre os madrilenos, ele é considerado como uma espécie de Robin Hood madrilenho, responsável por estabelecer alguma justiça social entre os anos 1820, 1830. Tirava dos ricos para dar aos pobres, por isso contava com apoio popular nas suas escapadas da polícia.



Alguns moradores o encobriam, facilitando sua entrada nos diversos túneis subterrâneos (as cuevas) que serpenteiam por debaixo da Plaza Mayor. Candelas entrava vestido de “bandoleiro” de um lado, saia com suas roupas limpas e alinhadas do outro, dificultando assim sua identificação. 



Sentindo que logo decifrariam sua identidade, Luis e seu grande amor, Clara, resolveram fugir de cidade. Contudo no meio do caminho ao norte voltaram porque Clara não conseguia ficar longe de sua Madrid querida. Por fim, Candelas foi preso e condenado à morte por seus mais de 40 roubos, nenhum com violência.

“He sido pecador como hombre, pero nunca se mancharon mis manos con sangre de mis semejantes. Adiós patria mía. Sé feliz”, foram suas ultimas palavras.

Luis Candela voltou a Madrid por amor a Clara e ela por amor a Madrid. Afinal como ficar longe dessa cidade tão cativante. Foi assim que me contaram a lenda de um bandido que perdeu a vida pelo amor de sua mulher a Madrid.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Mercado de San Fernando – outra vez


É isso: fomos seduzidos pelo charme e simplicidade do Mercado de San Fernando. Estamos encantado com a mistura de espaços dedicados a iniciativas socioambientais, produtos artesanais, livros vendidos por peso com as lojas de sempre, “de toda la vida”.
Em um domingo chuvoso, depois de descer todo o Rastro, voltamos lá com a firme intenção de comer uns aperitivos (tapas) e provar cervejas artesanais. Missão cumprida com muito êxito!

Tapa + cerveza


Dessa vez começamos com as cervejas do posto Malugú y Kalevala. A associação Malugú oferece artigos de comercio justo como café e chocolate. Parecem deliciosos, mas nosso objetivo eram as cervejas. Depois de uma certa dificuldade para decidir uma entre as tantas, havíamos escolhido uma "triple" clara (tripla rubia ale), a senhora do posto nos deu diferentes tipos. Parecia que ela estava ali fazendo um favorão ao dono da banca. Acho que ela não sabia da diferença entre os rótulos, pegou as três primeiras garrafas iguais de formato e cor que alcançou na geladeira. E sabe que; ainda bem! 

triple, triple, triple

Fizemos um bem bolado e todos provamos um pouco de cada uma. Não deve ser o método mais indicado para conhecer as variedades mas foi o que encontramos mais divertido, com certeza! Os expertos em cerveja que nos perdoem!

Sol e sombra

Na sequencia provamos uma cerveja madrilenha: La Virgen, cerveza pura. Eu já tinha ouvido falar dela e não tinha tido a oportunidade de provar. Fomos Jamonera (La compañera perfecta del sabor ibérico): aprovada, muito boa! Agora é torcer para que ocupe o mesmo lugar que a Mahou no coração dos madrilenos. Acho que compramos no posto La Buena Pinta, não tenho certeza. Não tem erro que a banca está em uma das esquinas da área central do mercado.


Com La Virgen
No bar ao lado de fora do mercado ainda tivemos a ousadia de pedir a saideira no que veio, lógico, com uma deliciosa tapa!



Depois de nossa orgia de cervejas nos restou seguir a brincadeira infame que o Paco sempre faz com o nome Fernando “aquele que vai um pedaço a pé de outro andando”. 



Mercado de San Fernando
Onde: Calle Embajadores, 41, Madrid, 28012.
Quando: 2af de 9h00 as 14h00 e de 17h00 as 20h00.
3af a 5af de 9h00 as 21h00
6af de 9h00 as 23h00
Sábado de 9h00as 17h00
Domingo de 11h00 as 17h00.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A noite – Via Lactea

Faz um tempo que fui, fazia frio e eu ainda não dominava a arte de segurar um cacasão enquanto tomava uma cerveja. Agora sei que preciso de uma bolsa que sirva para deixar o casaco pendurado nela! Aprendizagens de inverno!

Também lembro que não tinha outros planos para aquela noite de sexta-feira quando uma amiga fez o convite para ir ao Vía Láctea. Lógico que já tinha ouvido falar bastante do bar assim que aceitei na hora! E foi super legal!!



O Vía Láctea é pequeno, escuro e com boa musica bem alto! 

Também é um lugar antigo da noite de Madrid, como bem descreve o Huffingtonpost: é mitico, representante dos anos 1980 e a cara da Movida Madrileña!





A noite de Madrid pode ser histórica em vários sentidos!

Vía Láctea
Calle de Velarde, 18, 28004 Madrid

Das 20h00 as 03h00

sexta-feira, 6 de março de 2015

Blues no Populart

Quem tem amigos tem tudo nessa vida e quem é de São Carlos tem amigos músicos. Muitos e dos bons! Logico que vibrei de alegria quando soube que Danilo, Netto e Mariel viriam a Espanha para uma rápida turnê. Eles formam o Netto Rockfeller trio. E junto com Quique Gomez tocaram no La Coquette, no Alabanda e no Populart onde tive o prazer de vê-los terça-feira a noite.

O Café Jaza Populart, pequeno e bem aconchegante, fica na calle de huertas perto da Plaza de Santa Ana, no charmoso Barrio de las Letras. Não cobra nada pela entrada mas exige pelo menos uma consumação durante o show. Foi a cerveja mais cara que já tomei em Madrid: 7 euros por um tercio
Super valeu a pena!!! 


O bar ficou bem cheio e o pessoal adorou a energia brazuca do blues dos meninos.
Paco e Esther voltaram cantarolando a casa e eu me senti em casa ... Fechei os olhos e me imaginei em São Carlos!
Aqui um pedacinho da boa musica para alegrar o dia!