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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Para os próximos meses


Eu quero o que todo mundo quer ...

Eu quero poder estar junto da minha família. Quero fazer churrasco de aniversário para o Paco no fundo do quintal da casa nova do meu pai, com os meus amigos e dele. Na 6af quero pedir pizza que obrigatoriamente será metade portuguesa porque é a preferida de uma de minhas irmãs. E quero muito os infinitos cafés da manhã da minha mãe, duram horas e vemos o tempo passar.
Charlie tentando invadir a ceia de Natal.

Eu quero apertar muito a pequena Olivia que nasceu dias depois que eu cheguei. Ela me esperou. É um pacotinho de muito amor. Agora somos uma família maior e mais linda.
Pezinhos de Olivia

Eu quero voltar a Madrid tendo olhado nos olhos da minha mãe e saber que deu tudo certo. Em janeiro minha mãe passou por uma pequena intervenção cirúrgica. Ela está bem e estamos todos muito felizes com o resultado. Foi muito bom poder estar ao lado dela no hospital e nos primeiros dias da recuperação. 



Eu quero estreitar laços que o Paco construiu lá no Brasil. Pudemos passar um final de semana adorável com uma família que eu conheci aqui em Madrid. Uma família brasileira que adotou o Paco quando ele morou no Brasil como parte dela. Fomos a Minas Gerais com direito a sitio com feijoada, cerveja e piscina. Outra vez pudemos ir a chácara do Rey com muito verde, pastel de jaca e risadas.




Eu quero poder ver o crescimento das minhas amigas de adolescência e perceber que existem amizades que perduram no tempo e espaço. Passamos a virada do ano juntas e isso basta, sempre!



Revi minha cidade, São Carlos, e continua tudo igual porém diferente. Dá saudades e vontade de ficar lá. Percebi que conheço bem São Paulo e assim mesmo a cidade me surpreende a cada instante. São Paulo é para os fortes, mas existe amor em São Paulo. Vi os quadros de volta aos cavaletes de cristal do Masp e tremi de emoção.






Eu quero tudo isso ao lado do Paco e para isso para Madrid voltamos. Como brinde final: exploramos uma cidade nova na Espanha no final semana de semana de janeiro. Fomos a Zaragoza e fizemos o que mais gostamos juntos: andar muito, tirar fotos, conversar tomando uma cervejinha no final do dia. Bem juntos.




Para os próximos meses eu quero tudo isso que vivi nos últimos dois meses. Agora é batalhar para que os próximos meses sejam tão interessantes e intensos como os últimos dois mesmo que a distancia parece me separar dos meus quereres. A distancia é só um oceano, pode ser ilusória, pode ser diminuída pelas boas memórias. 

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Alfajor e supermercado alemão



De tempo em tempo supermercado alemão, Lidl, promove festivais de produtos típico de algum país ou área do mundo. Me animei toda quanto vi o folheto do festival latino.

 


Do Brasil nada me animou muito. Meus olhos brilharam para o lado argentino: alfajor e doce de leite! Provei um alfajor delicioso quando estive no brasil, estava com vontade de repetir. Sempre gostei muito de doce de leite, mas até que a nutella. 

Garanti um pote de doce de leite e o último pacote de alfajor que tinha no supermercado, só três unidades. Acho que não era a única a ter desejo de docinhos latinos!Estava bem animada com os tesouros. 

Abri a embalagem do alfajor em um longo ritual para sorver todo o cheiro, mordi bem devagarzinho e ... estava seco, seco, seco! Paco provou e disse que é assim mesmo. Ficamos debatendo si um alfajor deveria ser assim ou assado, deveria ser mais mole, com mais recheio. Paco disse que de coisas muitos doces e cheias de açúcar só os brasileiros gostam. Tem razão! 

Fiquei tão decepcionada que deixei os docinhos de lado. Ontem criei coragem para provar o doce de leite. É delicioso, sou no céu! Gracias Hermanos pela alegria alcançada.

  


Curiosidade: muitas vezes manga e leite de coco também estão na seleção de coisas da Ásia. Para fazer uma boa moqueca talvez festival o “atrevete con Asia”, especialmente Tailândia, satisfaça as vontades de comidinha brasileira.



sexta-feira, 18 de julho de 2014

Ressaca da Copa das Copas



Tive Copa sim e foi sensacional!!

Meu circulo próximo de amigos faz parte daqueles que vê o futebol como uma parte da grande engrenagem de enganação do povo, como parte da política do pão e circo. Um pedaço de mim concorda que que futebol atende aos interesses dos poderosos mas também gosto da arte da bola.
São poucos, muito poucos os que gostam de futebol. São homens e tem a tendência de ser fanáticos por seus times. Não me animo de ver futebol com eles porque são chatos e machistas, tenho que fazer um esforço para “provar” que entendo a ciência do esporte bretão. Na boa, não preciso disso! Daí que nestes últimos meses eu realmente perdi o interesse por seguir os campeonatos e demais. 


Mas como Copa do Mundo é de outra ordem, é o espetáculo dos espetáculos do futebol, eu sabia que ia encontrar minha turma de animados torcedores. E assim foi. Troquei entusiasmadas mensagens e opiniões com minhas poucas e boas amigas brazucas por aqui. A gente não se encontrou tanto quanto eu gostaria, mas o que importante é que intenção e a vontade de reunir. 



O primeiro jogo eu vi na Casa do Brasil com uns amigos (metade brazuca, metade espanhola), antes dançando muito com o show do Funk como Le Gusta. Acho que foi ai que a boa energia começou a contagiar minha roda de amigos. Quando voltávamos para casa, disse a Esther* “entende porque ir ver um jogo é bem legal”. Esther me respondeu: “entendi que vocês, brasileiros, sabem fazer de um jogo de futebol uma festa. Que maravilha!”

É isso ai, Esther, futebol é mais que jogo e alienação, e é mais que “el Mundial de Brasil”.  Para mim também rendeu algumas anedotas bem legais:

1. Uma noite, Paco entrou em casa com mais pressa que o habitual: “que jogo tem hoje? Quem está ganhando?” “Hoje não tem jogo, só amanhã”, respondi. “Mas eu queria ver jogo”, resmungou Paco. Ele picado pelo mosquitinho da Copa do Mundo! Eu fico muito feliz!

2. Explicar a uma amiga israli que zero a zero não é um mal resultado e que nem sempre o jogo tem que ter “scorre”. Dias depois, vê-la virada na frente da TV exclamando loucamente como os jogadores são lindos.

3. Ver o Paco gritar: “como corre este Neymar!!!” E depois ter que consolá-lo quando o Neymar foi lesionado. “Não se pode deixar uma equipe em um jogador”, dizia o já técnico do meu companheiro. Acho doeu mais nele que em mim.

4. Ser zoada pelos fanáticos por futebol e consolada por amigos quando o Brasil perdeu. Gastón*, uruguaio, estava mais inconformado que eu. Ele e o Paco xingaram muito juntos! Faz parte, gente! Russia 2018!!!

5. Encontrar ao Lucas*, 7 anos, antes do jogo final. Ele me fala: “Brasil está fora, Brasil está fora!!” Eu: “não, não, não ... ficou em 4 lugar. A Espanha não ganhou nada ... lá, lá, lá, lá”. E ai, quem é mais infantil??? Tadinho do Lucas é atleticano, eu deveria ter pegado leve.

6. Ver o pequeno Aris*, 8 anos, comer pão de queijo como se houvesse amanhã. Gamou no pão de queijo.



Na final fomos a casa da Esther. Eu fiz pão de queijo com polvilho azedo e Paco fez kibe de forno. Não teve Brasil jogando a final mas teve comidinha brasileira para ver o jogo final. Afinal como bons anfitriões que somos tínhamos que tratar bem as visitas. Aris amou o pão de queijo e não ligou muito para o kibe.

Pão de queijo 7 x 1 kibe!!



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Educação sexual para decidir, contraceptivos para não abortar, aborto livre e seguro para não morrer!

Em linhas gerais, o aborto na Espanha é/era por livre escolha da mulher, tratado pela via da saúde pública. Esse artigo de janeiro de 2012, faz um resumão: o que está/estava em vigor é a “Ley de Salud Sexual y Reproductiva de2010”.
Agora o que o ministro da Justiça quer reformar a atual lei de prazos – que permite abortar livremente até a 14 semana de gestação - para um “sistema de supuestos” em que as mulheres terão que alegar os motivos para a sua decisão. Se o motivo não está entre os critérios de despenalização é crime, ou seja, o aborto passa a ser um problema de justiça.
A nova lei se inspirará na “defesa do direito a vida” tal e como definiu a Constituição de 1985. Segundo o ministro o que se pretende é desfazer uma desigualdade que “desprotege os direitos do no nascido”, é equiparar os direitos do “no nascido” aos direitos da mulher. Para mim esse é O problemão, que é semelhante ao Estatuto no Nascituro no Brasil. 

Como por aqui a coisa também está fervendo, o que se discute agora são os critérios de despenalização que seriam dos de estupro, má formação e risco de vida para a mulher. Os mesmos de muitos países, como o Brasil. O ministro de Justiça quer impedir o aborto por má formação de feto. O que esta gerando protestos e mais protestos dos dois lados. Veja aqui o protesto do “pró-vida” comparando a que abortam a Hitler.

Eu acho que o ministro está dando uma de espertinho: ao dizer que se identifica “con que desaparezca el supuesto deaborto por malformación”, ele está mudando o centro do debate. A questão é que a reforma que ele pretende quer cercear os direitos da mulher. Outra vez: como no Brasil. Tudo isso deixa claro que qualquer retrocesso é possível e que a vigilância pela garantia de direitos não pode nunca baixar a guarda.
Torço muito para que a Espanha e o Brasil, um dia e para sempre, sejam países onde o corpo da mulher seja dela de verdade e de direito! 

Por fim, deixo a campanha do Nosotrasdecidimosque comparto totalmente:
"La Mujer decide, la sociedad respeta, el Estado garantiza, las Iglesias no intervienen".









sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Férias para ver pessoas

Nossas férias de natal e ano novo foram no Brasil.
Fiquei um mês, eu vim 10 dias antes do Paco.
Fui recebida com um jantar caseiro da mamãe.
Não tem coisa melhor do que comida de mãe!!

É Natal na casa da mamãe.



Nos falamos com frequência pelo skype e por todos os outros meios eletrônicos-tecnológicos, mas fazia mais de 08 meses que não as abraçava.
Ao sentir o cheiro de casa de mãe, ficar descalça, comer gostoso e rodeada pelas minha irmãs e mãe, não parecia que fazia mais de um ano que não estava em São Paulo. Tinha a sensação que eu tinha ficado algumas horas longe de casa e que tinha visto minha família ontem.
No dia seguinte eu fui paparicada pelas minhas irmãs, com direito a super mesa de café da manhã!! Coisa boa!!


Amanhecer entre aranha-céus.


Dia 13 de dezembro segui pra São Carlos para começar a maratona de ver amigos, tomar cerveja e colocar a conversa em dia. Baladinhas e churrasquinhos com as amigas!!
Dia 20 estava de novo no aeroporto para receber o Paco, que foi levado imediatamente a pizzaria. Ele se encantou com o pão de calabresa.
No outro dia bem cedo Paco e eu estávamos pronto para explorar o centrão da cidade de São Paulo.



A tarde viajamos para a praia.
Foram 12 dias de sol, sombra e água fresca. Foram dias de sol intenso e escaldante. Tiveram os dias de chuva com vento, aquela que dá vontade de ficar jogando cartas.
Fizemos jantares maravilhosos de natal e ano novo.
Vesti me de branco e estouramos espumante na praia.
Muitos fogos de artifício e aquela sensação de festa de verdade!!




Nossa última semana de férias passamos em São Carlos com mais uma maratona de encontro com os amigos, cervejas e conversas e muitas risadas.
Em um mês passamos por três cidades, nos deslocamos super pouco e Paco não conheceu nenhum lugares novo. Foram férias para ver e rever pessoas queridas que eu queria que estivessem sempre perto mas que ficam do outro lado do oceano Atlântico.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Preparativos para viagem 2

Como levar para os amigos e família tudo que você viveu no primeiro ano fora do Brasil em forma de presentes?
Eu queria levar um cheiro, um sabor e uma textura que adoro para cada um dos queridos, mas são tantos. E, pela KLM, só posso levar uma mala de 23 kgs. UMA!! Chatice ... chatice!!
Quebrei a cabeça para achar coisas leves e pequenas. 
Como é natal, nada melhor do que levar turrón e mais turrón. Um sabor!
O cheiro não deu certo como eu queria, porque o sabonete que gosto muito vem em embalagens de 400 ml. Impossível!! Quem sabe na próxima?? Improvisei com outro cheirinho. 
A textura foi fácil, fácil ... 


Fiz quase todos os pacotes no dia 05 de dezembro, dia de São Nicolau ou Sinterklaas para os países de tradição germana. Vai dizer que eu não sou Papai Noel, realmente vindo no Norte pra as terras cálidas do Sul???


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Preparativos Para Viagem 1

Estou em ritmo de preparativos para minha primeira viagem de férias no Brasil desde que mudei pra Madrid.

Nós vamos para o calor chuvoso de São Paulo, enquanto uma família querida vem aproveitar o clima invernal de final de ano por Madrid.
Paco já deu todas as dicas de como funcionam as coisas em casa.
Mas eu sempre acho que está faltando alguma palavrinha.
Escrevi a ela agora mesmo:

Estou aqui pensando se falta te falar mais alguma coisa sobre os pequenos tuques da casa. Acho que você já sabe todos os importantes.
Só quero reforçar duas coisinhas:
1. Não deixe mesmo a chave na fechadura interna da porta. Senão ninguém consegue entrar de volta! 
2. A casa é fria, fria. Para manter melhor a temperatura deixe sempre a porta do banheiro fechada, com a calefação ligada ou não. Principalmente durante a noite.
Eu fecho a porta da cozinha também. Lá não tem radiador. Eu acho que a cozinha rouba o calor e demora mais para aquecedor o resto da casa. 
A verdade é que aqui dentro não vai ficar quente mesmo, mas eu acho super confortável.
Aproveitem a Navidad.
Qualquer outra dúvida me escreva.  

Vermelho e rosa

No inverno passado comprei um abrigo vermelho na feira do Rastro que acho que é super versátil.
Usei bastante e estou usando muito neste outono. É meu queridinho, quero usar com tudo.
Na semana passada, eu estava em um fase rosa. Tenho um tricot bem rosinha, que é quente e confortável. Ideal para o frio outonal.
Eu estava com uma vontade de usar os dois, sair assim pela rua.
Até ai, nenhum problema, né??




Olhava, olhava, achava bacana, mas não conseguia e acho que não vou conseguir misturar as duas cores por muito e muito tempo.
Tudo porque, quando eu tinha uns 12 anos, eu tinha aula de inglês com  uma professora que achava que era a mulher mais chique, linda, inteligente do mundo.
Eu queria ser ela! Coisas de começo de adolescência.


Em uma dita aula, com imagens para ilustrar a historinha, apareceu em uma das fotos uma mulher com uma saia vermelha e uma blusa rosa. Minha musa professora soltou, acho que meio sem querer, que achava essa combinação de colores a definição do brega.
Eu escutei e assimilei isso no fundo do meu senso estético.
Ai, que não tem como ... acho legal mas não rola de usar.
É mais forte do que eu!!




Moral da história: professores, em uma aula qualquer, quando vocês falarem uma besteira qualquer para preencher aquele silêncio chato, cuidado isso pode marcar as futuras escolhas de vestuários dos seus alunos.