quarta-feira, 16 de julho de 2014

Vida real X virtual - e um casamento.



Os últimos meses foram bem movimentados na vida real. Convivo com pessoas que não querem ter sua intimidade compartilhada no mundo virtual, infelizmente. Eu tento entender mas tem horas que não é fácil, não. Elas têm toda a vida por aqui, eu deixei uma grande parte ai e o mundo virtual é minha ponte entre cá e lá. Por mim, publicaria todas as fotos, escreveria várias estórinhas, mas estas são pedaços da minha vida divididos com outras pessoas e nem sempre rola contar algo mantendo a privacidade que minhas pessoas merecem. Difícil manter o equilíbrio. 

Tenho tanta coisa boa para contar! 

Primavera é época de casamentos. Adoro casamentos “a la española”. São bonitos, chiques e informais. Até dá para conversar com os noivos durante a festa, coisa que nunca consegui fazer nos que fui no Brasil. 

Desta vez a festa era para celebrar a união entre Anita* e Nacho*. Anita* é a sobrinha mais velha de uma família que o Paco é muito amigo. Pois é, Paco é amigo de toda a família! O festerê foi a reunião três gerações da família. A vovó Emilia* era a mais animada do grupo e ficou até o final e todos acharam ótimo. As priminhas pequenas estavam em euforia por serem daminhas da prima que tanto admiram. Elas querem ser Anita e ela tem uma mega paciência com as pequenas. A mãe da noiva estava linda e radiante, pura felicidade. E o irmão de 14 anos fez todos chorarem de emoção com o discurso mais lindo de todos os casamentos, ever!! Eu estava super emocionada por ser testemunha de um evento familiar tão único. 


Quando cheguei ao lugar da festa, a vovó Emilia* disse que eu parecia uma estrela de cinema (senti me a diva!!). A mãe da noiva, as irmãs dela me falaram que eu estava linda. Uma das cunhadas me perguntou onde eu tinha comprado o tocado que usava porque tinha achado muito bonito. Uma das daminhas perguntou porque eu usava batom e disse que eu ficava bonita sem também. Todos tiveram uma palavra bonita para mim. Quando eu achei que ia ficar fora das conversas sempre vinha alguém falar algo comigo. E tudo super natural e espontâneo! Senti me tão acolhida e querida. Agora também sou amiga de toda a família. 


E foi tão lindo que eu tinha que contar aqui!


* Nomes fictícios ou não! 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Sábado de Carnaval

Este ano fiquei feliz que o carnaval foi mais cedo que no ano passado. Mas chegando sábado, que é o dia da festa de carnaval para os adultos, a chuva de janeiro voltou com tudo. Achei que não ia ser legal. Achei que o desfile de rua seria um fiasco. 

Poxa, quem seriam os loucos de ficar parado na rua com frio e chuva??
Nós, claro!! 
Ainda arrastamos uma madrileña que não botava fé que o carnaval de Madrid podia ser uma festa. Arrastamos também um menino do Recife que, enfim, não teve como fugir ao som e ao sol do nordeste brasileiro. 
E fomos, todos, recompensados com um desfile simples, mágico, lúdico que me fez sentir como uma criança!!






Diferente do ano passado, que o percurso passou por algumas partes da calle mayor em torno da Plaza Mayor, este ano o desfile desceu por um das ruas laterais do Parque do Retiro até na Plaza de Cibeles onde foi a queima de fogos. 




Owwww ... foi espetacular ... foi inesperado!



Depois, claro, fomos ao Maloka porque ser feliz é preciso e faz parte do carnaval!!


Maloka bar brasileño
Calle Salitre, 36
Lavapiés
28012 Madrid



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Nossa casa


Nossa casa passou com louvor a revisão da "Inspección Técnica de Edificaciones".

No final de semana Paco e eu demos um trato na casa, uma pequena maquiagem destas que ressalta a beleza natural. 

Nossa casa é pequena, colorida e já antiguinha ... é a segunda revisão desde Paco veio para cá e minha primeira.
A próxima só em 10 anos! Esperaremos ... 

Quem diria que a ITE traria também a sensação de passado, presente e futuro.



domingo, 29 de dezembro de 2013

Cidade grande

Eu sei que moro numa cidade grande quando são 14 horas da tarde e já sei que vou chegar atrasada ao compromisso das 16 horas. A escolha é chegar 5 ou 30 minutos mais tarde do horário combinado. 
Sendo filha de inglês e crescida no Brasil a pontualidade sempre foi uma questão dúbia: eu tento loucamente chegar na hora e tem dias que não consigo mesmo por mais que eu me esforce. 
Na Espanha, pontualidade é com 10 minutos de tolerância, depois disso é atraso. E aqui tudo funciona nos horários mais estranho para o resto do mundo. Tipo 16h é depois do almoço; é o começo da tarde, quando o resto do mundo já está pensando na “merenda”, no café da tarde. Tento me enquadrar mas tem dias que não é possível.



Na semana passada, as 14 horas, eu corri e corri para tentar não chegar atrasada na aula das 16h. Na estação de Chamartin, subi os 4 andares da plataforma a saída do metro super rápido, percorri a distância até a estação de trem como se fosse uma prova de atletismo de 200 metros com barreiras, subi as ultimas escadas com a certeza do meu atraso. Respirei fundo tentando ver onde estava meu trem quando vi uma “compi”* de aula super tranquila e sorridente. Ao me aproximei, ela me disse: “Tranquila, que chegamos”. 

Em uma mesma cidade mora a loucura e a calma. 



*compi de “compañera” = colegas de classe.