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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Mercado de San Fernando – outra vez


É isso: fomos seduzidos pelo charme e simplicidade do Mercado de San Fernando. Estamos encantado com a mistura de espaços dedicados a iniciativas socioambientais, produtos artesanais, livros vendidos por peso com as lojas de sempre, “de toda la vida”.
Em um domingo chuvoso, depois de descer todo o Rastro, voltamos lá com a firme intenção de comer uns aperitivos (tapas) e provar cervejas artesanais. Missão cumprida com muito êxito!

Tapa + cerveza


Dessa vez começamos com as cervejas do posto Malugú y Kalevala. A associação Malugú oferece artigos de comercio justo como café e chocolate. Parecem deliciosos, mas nosso objetivo eram as cervejas. Depois de uma certa dificuldade para decidir uma entre as tantas, havíamos escolhido uma "triple" clara (tripla rubia ale), a senhora do posto nos deu diferentes tipos. Parecia que ela estava ali fazendo um favorão ao dono da banca. Acho que ela não sabia da diferença entre os rótulos, pegou as três primeiras garrafas iguais de formato e cor que alcançou na geladeira. E sabe que; ainda bem! 

triple, triple, triple

Fizemos um bem bolado e todos provamos um pouco de cada uma. Não deve ser o método mais indicado para conhecer as variedades mas foi o que encontramos mais divertido, com certeza! Os expertos em cerveja que nos perdoem!

Sol e sombra

Na sequencia provamos uma cerveja madrilenha: La Virgen, cerveza pura. Eu já tinha ouvido falar dela e não tinha tido a oportunidade de provar. Fomos Jamonera (La compañera perfecta del sabor ibérico): aprovada, muito boa! Agora é torcer para que ocupe o mesmo lugar que a Mahou no coração dos madrilenos. Acho que compramos no posto La Buena Pinta, não tenho certeza. Não tem erro que a banca está em uma das esquinas da área central do mercado.


Com La Virgen
No bar ao lado de fora do mercado ainda tivemos a ousadia de pedir a saideira no que veio, lógico, com uma deliciosa tapa!



Depois de nossa orgia de cervejas nos restou seguir a brincadeira infame que o Paco sempre faz com o nome Fernando “aquele que vai um pedaço a pé de outro andando”. 



Mercado de San Fernando
Onde: Calle Embajadores, 41, Madrid, 28012.
Quando: 2af de 9h00 as 14h00 e de 17h00 as 20h00.
3af a 5af de 9h00 as 21h00
6af de 9h00 as 23h00
Sábado de 9h00as 17h00
Domingo de 11h00 as 17h00.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Vida real X virtual - e um casamento.



Os últimos meses foram bem movimentados na vida real. Convivo com pessoas que não querem ter sua intimidade compartilhada no mundo virtual, infelizmente. Eu tento entender mas tem horas que não é fácil, não. Elas têm toda a vida por aqui, eu deixei uma grande parte ai e o mundo virtual é minha ponte entre cá e lá. Por mim, publicaria todas as fotos, escreveria várias estórinhas, mas estas são pedaços da minha vida divididos com outras pessoas e nem sempre rola contar algo mantendo a privacidade que minhas pessoas merecem. Difícil manter o equilíbrio. 

Tenho tanta coisa boa para contar! 

Primavera é época de casamentos. Adoro casamentos “a la española”. São bonitos, chiques e informais. Até dá para conversar com os noivos durante a festa, coisa que nunca consegui fazer nos que fui no Brasil. 

Desta vez a festa era para celebrar a união entre Anita* e Nacho*. Anita* é a sobrinha mais velha de uma família que o Paco é muito amigo. Pois é, Paco é amigo de toda a família! O festerê foi a reunião três gerações da família. A vovó Emilia* era a mais animada do grupo e ficou até o final e todos acharam ótimo. As priminhas pequenas estavam em euforia por serem daminhas da prima que tanto admiram. Elas querem ser Anita e ela tem uma mega paciência com as pequenas. A mãe da noiva estava linda e radiante, pura felicidade. E o irmão de 14 anos fez todos chorarem de emoção com o discurso mais lindo de todos os casamentos, ever!! Eu estava super emocionada por ser testemunha de um evento familiar tão único. 


Quando cheguei ao lugar da festa, a vovó Emilia* disse que eu parecia uma estrela de cinema (senti me a diva!!). A mãe da noiva, as irmãs dela me falaram que eu estava linda. Uma das cunhadas me perguntou onde eu tinha comprado o tocado que usava porque tinha achado muito bonito. Uma das daminhas perguntou porque eu usava batom e disse que eu ficava bonita sem também. Todos tiveram uma palavra bonita para mim. Quando eu achei que ia ficar fora das conversas sempre vinha alguém falar algo comigo. E tudo super natural e espontâneo! Senti me tão acolhida e querida. Agora também sou amiga de toda a família. 


E foi tão lindo que eu tinha que contar aqui!


* Nomes fictícios ou não!