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segunda-feira, 6 de julho de 2015

(Nossa) Pareja de hecho


Um tempinho atrás a Larissa, do Esto es Madrid, Madrid,  fez um post super legal e completo sobre o processo de “pareja de hecho” em Madrid. Daí, eu pensei: por que não contar minha experiência?! Como a Lari contou a parte burocrática, eu vou contar como foi a minha experiência pessoal. 
No nosso caso, nós conseguimos uma data disponível para um ano após pedi-la (Larissa e Juan esperam “só” cinco meses). Somando com o requisito de “viver com seu companheiro/a durante um período ininterrupto de 12 meses”, Paco e eu esperamos dois anos para ser um casal de fato, direitos e deveres.
Pois é ... pode demorar!!

Indo de metro

No dia 11/11/13, às 13h, Paco e eu assinamos o nosso documento de “pareja de hecho” que nada mais é do que o compromisso de união estável. Decidimos enfrentar o processo para facilitar a nossa vida:  pelo plano de saúde, “tarjeta sanitária europeia” e coisas de banco. Mas foi um dia tão especial, cheio de amor e carinho que estamos pensando em fazer o mesmo no Brasil.

Reunimos alguns amigos e convidei minha professora de espanhol para dividir com a gente este momento especial. Na hora de assinar os papeis Paco estava super nervoso, um pouco atrapalhado e eu mega sorridente, achando tudo lindo. Não conseguia parar de sorrir!
O ato em si é rápido, a funcionaria que nos atendeu foi simpática e depois ela nos deixou com os amigos (e testemunhas) para tirar fotos* na sala.

Do Registro Geral fomos em direção ao Museo del Jamon da Calle Mayor, próximo a Puerta del Sol, que é nosso favorito. Sim, sim fomos tomar o aperitivo lá: no lugar bem turístico, cheio e bem barulhento! Depois seguimos a outro bar na mesma Calle Mayor. Foi ótimo! Foi divertido! Foi com poucos amigos (era 2af) e pelas ruas da Madrid.

No final do nosso dia, o Juanma disse que estava tão feliz que a gente devia fazer “pareja de hecho” todo ano. Este foi o clima que reinou durante a nossa tarde, nem a greve dos lixeiros atrapalhou. Eu andei linda, loira e de salto alto pelo centro de Madrid em um dia que a sujeira causada pela (justa) greve estava no auge. Senti-me em um filme do Almodóvar! Nada mais próprio, não?!


*Tiramos muitas fotos contudo Paco não gosta de ter sua imagem exposta pela internet. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Vida real X virtual - e um casamento.



Os últimos meses foram bem movimentados na vida real. Convivo com pessoas que não querem ter sua intimidade compartilhada no mundo virtual, infelizmente. Eu tento entender mas tem horas que não é fácil, não. Elas têm toda a vida por aqui, eu deixei uma grande parte ai e o mundo virtual é minha ponte entre cá e lá. Por mim, publicaria todas as fotos, escreveria várias estórinhas, mas estas são pedaços da minha vida divididos com outras pessoas e nem sempre rola contar algo mantendo a privacidade que minhas pessoas merecem. Difícil manter o equilíbrio. 

Tenho tanta coisa boa para contar! 

Primavera é época de casamentos. Adoro casamentos “a la española”. São bonitos, chiques e informais. Até dá para conversar com os noivos durante a festa, coisa que nunca consegui fazer nos que fui no Brasil. 

Desta vez a festa era para celebrar a união entre Anita* e Nacho*. Anita* é a sobrinha mais velha de uma família que o Paco é muito amigo. Pois é, Paco é amigo de toda a família! O festerê foi a reunião três gerações da família. A vovó Emilia* era a mais animada do grupo e ficou até o final e todos acharam ótimo. As priminhas pequenas estavam em euforia por serem daminhas da prima que tanto admiram. Elas querem ser Anita e ela tem uma mega paciência com as pequenas. A mãe da noiva estava linda e radiante, pura felicidade. E o irmão de 14 anos fez todos chorarem de emoção com o discurso mais lindo de todos os casamentos, ever!! Eu estava super emocionada por ser testemunha de um evento familiar tão único. 


Quando cheguei ao lugar da festa, a vovó Emilia* disse que eu parecia uma estrela de cinema (senti me a diva!!). A mãe da noiva, as irmãs dela me falaram que eu estava linda. Uma das cunhadas me perguntou onde eu tinha comprado o tocado que usava porque tinha achado muito bonito. Uma das daminhas perguntou porque eu usava batom e disse que eu ficava bonita sem também. Todos tiveram uma palavra bonita para mim. Quando eu achei que ia ficar fora das conversas sempre vinha alguém falar algo comigo. E tudo super natural e espontâneo! Senti me tão acolhida e querida. Agora também sou amiga de toda a família. 


E foi tão lindo que eu tinha que contar aqui!


* Nomes fictícios ou não! 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Uns são de mesa, outros de balcão



Paco e eu adoramos um bar, acho que isso não é novidade para ninguém! 

À noite quase não frequentamos restaurante. Escolher um restaurante para jantar em uma sexta-feira à noite não é conosco. Vamos quando convidados. Vamos com prazer!


Nós somos de bar e de balcão – “barra” em espanhol. Na maior parte das vezes ficamos em pé ou nos acomodamos nas cadeiras altas. 

Gostamos de tomar cerveja: “caña o “tercio”. Caña seria como um chopp, é cerveja de pressão, normalmente 200 ml. O tercio vem em garrafas de 330 ml, ou 33cl como os espanhóis preferem. Também tem uma garrafa menor que seria um quinto de litro que agora é conhecida como “botellin”. Está na moda servir os 5 ou 6 “botellines” em cubos de gelo. Eu acho bacana porque fica geladinho, é um desperdício de vidro mas não de líquido. Os mais espetaculares são os “mini” que são os copos de plásticos de quase um litro, estes são de balada. cuidado 

Em ocasiões especiais, pedimos “vermut de grifo”. Eu não sei explicar, ao certo, o que é; parece com martine mas não é; é vinho e tem ervas aromáticas. No verão com uma rodela de limão e um cubo de gelo é uma delicia!




Os bares são democráticos, não importa se você é homem ou mulher, se você vem sozinho ou acompanhado, a idade que tenha, sempre cabe mais um nos balcões de Madrid.



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

14F: One billion rising Madrid

ONE BILLION RISING MADRID
Batucada por una vida sin violencia sexual

Jueves 14 de febrero de 2013, 20 horas
Plaza de Agustín Lara, Lavapiés, Madrid



"One billion rising" é a inciativa para trazer as ruas a temática da Violência contras as Mulheres e Meninas. 
É um convite para dançar para erradicar a Violência Domestica em todo o mundo, AGORA! 

A data de 14 de fevereiro fio uma escolha  proposital, já que se comemora o Dia de São Valentim ou o dia dos namorados no boa parte da Europa e EEUU. Era para lembrar que muitas relações amorosas entre mulher e homem são relações de desigualdade e de agressões. 
No ano passado na Espanha 46  mulheres foram assassinadas por seus companheiros. Este ano já são 9 mulheres. Oficialmente, porque há subnotificação, como em todas as estatísticas de órgãos oficiais.
O que importa é que é um número grande de mulheres que são assassinadas de forma sistemática ano após ano. Podemos pensar em uma mulher morta nas mãos de seu companheiro por semana ao ano!

Plaza de Augustin Lara, Lavapiés.


Por isso que no dia 14 de fevereiro eu estive lá na praça de Lavapiés em Madrid.
Foi lindo! A praça estava cheia. A batucada foi emocionante, como a plataforma Fenimicio .net resume. 

A batucaca era quase que exclusivamente feminina. Mulherada mandou bem e seus companheiros assistiam com os filhos. Essa foi minha percepção. Vi muitos homens responsáveis pelo cuidado das crianças nas bordas da praça enquanto as mulheres ocupavam o centro e o protagonismo da noite. 

Eu gostei de ver um protesto com uma temática tão forte tão cheio de vida. 

Apesar de todos os esforços das diferentes plataformas feministas, há sempre mais um muro de machismo a derrubar, como hoje que o ator e deputado por UPyD "Toni Cantó se ha levantado esta mañana con ganas de cuestionar la violencia de género". Ele acreditava que os números da violência doméstica favoreciam as mulheres (hã!) porque estas mentem e que estava denunciando o que podia ser uma violência contra os homens. Depois da pressão das redes sociais, o deputado se desculpou, aqui. Quer dizer até então ele não achava que estava dizendo nada de mais até ser duramente criticado.
O caso #ToniCantó é só um pequeno e pontual exemplo de que a  Violência contra Mulheres e Meninas precisa ter levada a sério.

Faça um favor a si mesmx e a todxs, torne-se Feminista!!



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Férias para ver pessoas

Nossas férias de natal e ano novo foram no Brasil.
Fiquei um mês, eu vim 10 dias antes do Paco.
Fui recebida com um jantar caseiro da mamãe.
Não tem coisa melhor do que comida de mãe!!

É Natal na casa da mamãe.



Nos falamos com frequência pelo skype e por todos os outros meios eletrônicos-tecnológicos, mas fazia mais de 08 meses que não as abraçava.
Ao sentir o cheiro de casa de mãe, ficar descalça, comer gostoso e rodeada pelas minha irmãs e mãe, não parecia que fazia mais de um ano que não estava em São Paulo. Tinha a sensação que eu tinha ficado algumas horas longe de casa e que tinha visto minha família ontem.
No dia seguinte eu fui paparicada pelas minhas irmãs, com direito a super mesa de café da manhã!! Coisa boa!!


Amanhecer entre aranha-céus.


Dia 13 de dezembro segui pra São Carlos para começar a maratona de ver amigos, tomar cerveja e colocar a conversa em dia. Baladinhas e churrasquinhos com as amigas!!
Dia 20 estava de novo no aeroporto para receber o Paco, que foi levado imediatamente a pizzaria. Ele se encantou com o pão de calabresa.
No outro dia bem cedo Paco e eu estávamos pronto para explorar o centrão da cidade de São Paulo.



A tarde viajamos para a praia.
Foram 12 dias de sol, sombra e água fresca. Foram dias de sol intenso e escaldante. Tiveram os dias de chuva com vento, aquela que dá vontade de ficar jogando cartas.
Fizemos jantares maravilhosos de natal e ano novo.
Vesti me de branco e estouramos espumante na praia.
Muitos fogos de artifício e aquela sensação de festa de verdade!!




Nossa última semana de férias passamos em São Carlos com mais uma maratona de encontro com os amigos, cervejas e conversas e muitas risadas.
Em um mês passamos por três cidades, nos deslocamos super pouco e Paco não conheceu nenhum lugares novo. Foram férias para ver e rever pessoas queridas que eu queria que estivessem sempre perto mas que ficam do outro lado do oceano Atlântico.