terça-feira, 30 de junho de 2015

Café com gelo, topa?


O verão chegou e com ele um hábito que os meus madrilenos juram que é refrescante: café com gelo! 

Funciona assim: ao lado do seu café perto normal de todos os dias vem um copo um pouco maior com cubos de gelo. Você adoça ou não o café preto, mexe bem e verte tudo no ou copo. Voilá!! Uma típica maneira de encerrar um almoço ou ideal para a metade da tarde.

Eles juram que é uma delicia! Eu não provei e ainda faço careta quando vejo.



E ai, topa??

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Teatro Luchana - Mujeres Desesperantes


Achei que ontem seria um daqueles domingos de ficar jogada no sofá curtindo o incrível calor do começo do verão mas surpresas boas acontecem e a noite foi muito mais legal do que podia imaginar. Inesperadamente a Esther nos liga para perguntar se estaríamos livres no final da tarde. Ela queria nos convidar ao teatro. Em um primeiro momento, juro que aceitamos pensando no conforto do ar-condicionado. E somos surpreendidos positivamente. 

Fomos ver “Mujeres Desperantes” no Teatro Luchana, que foi recém-modelado onde eram salas de cinema. O espaço foi convertido em salas de teatro com preços “low cost”, ou preços justos como preferem os donos da iniciativa.



Uma aposta interessante que busca facilitar bons locais para arte e cultura, estreitando a distancia entre o público e entretenimento. O Teatro Luchana também tem um bar bem atraente e é permito beber dentro das salas. Inusitado e informal, não? Funcionou para a gente: não tivemos que beber super rápido nossas cervejas pré espetáculo. 

A peça foi bem divertida: uma comédia contemporânea sobre mulheres e as formas que percebemos os nossos relacionamentos amorosos e com o mundo. Duas atrizes dão vida a essas várias mulheres. O “plus” fica para o som – tudo que tem som ao vivo, eu apoio.

Recomendo.

Teatro Luchana
Calle de Luchana, 38
Entradas entre 5 e 16 euros. 


MUJERES DESESPERANTES
Autores: Pepe Macías y Carla Guimarães
Elenco: Lara de Miguel, Mamen Godoy y Sergio Medusa
Días e horários: Viernes a las 20h. Sábados a las 22:30h. Domingos a las 20h30

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A dura arte de beber na Espanha


Como já disse por aqui em algum post, Paco e eu, para sair, somos de boteco. 
Ai, os botecos de Madrid!! Meu caso de amor! Amo todos! Dos pé-sujos até os de tipo hispter!

Quando não saímos somos de “ficar em casa”!! Recebemos e somos recebidos em casa. Vou contar, tem dia que é difícil, viu!! O ritual de beber poder ser longo e levar os iniciantes, como eu era, ao nocaute. 
No Brasil, quando vamos almoçar ou jantar na casa dos amigos, os que são de vinho bebem vinho, os de cerveja vão de cerveja e aos demais resta o que resta. Na Espanha é tudo diferentes, todos bebem tudo! 


O esperando é que te ofereçam uma cervejinha com aperitivo quando você chega. Bebericando a cerveja e beliscando queijinhos, batatas fritas e embutidos esperamos a refeição principal. Enquanto isso o anfitrião escolhe o vinho que vai acompanhar a comida. Nem sempre é o que você trouxe, pode ser que o Jorge, no caso, ache que não combine com o prato. Longa discussão sobre quem, onde e como se faz um bom vinho, enquanto eu já me afoguei nas batatinhas, minha debilidade. 


Comida pronta, todos à mesa e vem o vinho. Nas casas dos meus amigos a refeição vem servida no seu prato da cozinha e, normalmente. Costumam ser dois pratos bem servidos! Dá-lhe vinho! Vem a sobremesa que pode ser acompanhada com o vinho ou não. Café, chá ou um licor são oferecidos. 
Termina a comilança mas não a bebericagem! Se a ideia é ficar de papo para o ar com os amigos é hora das “copas”: coca-cola com run, gin tonica e outros mais. Se você for a minha turma, dos fermentados, pode pedir água mesmo!! 



Depois disso se conseguir é só começar de novo. 
É uma maratona, vá passo a passo!
Obs.: as três fotos são de um único almoço!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A lenda de Luis Candelas

Uma das esquinas da Plaza Mayor abriga um restaurante com o nome de um personagem muito famoso: “Las cuevas de Luis de Candelas”. 



A história oficial coloca Luis Candelas como o inimigo número 1 de Madrid no século XIX. Entretanto a boca pequena, entre os madrilenos, ele é considerado como uma espécie de Robin Hood madrilenho, responsável por estabelecer alguma justiça social entre os anos 1820, 1830. Tirava dos ricos para dar aos pobres, por isso contava com apoio popular nas suas escapadas da polícia.



Alguns moradores o encobriam, facilitando sua entrada nos diversos túneis subterrâneos (as cuevas) que serpenteiam por debaixo da Plaza Mayor. Candelas entrava vestido de “bandoleiro” de um lado, saia com suas roupas limpas e alinhadas do outro, dificultando assim sua identificação. 



Sentindo que logo decifrariam sua identidade, Luis e seu grande amor, Clara, resolveram fugir de cidade. Contudo no meio do caminho ao norte voltaram porque Clara não conseguia ficar longe de sua Madrid querida. Por fim, Candelas foi preso e condenado à morte por seus mais de 40 roubos, nenhum com violência.

“He sido pecador como hombre, pero nunca se mancharon mis manos con sangre de mis semejantes. Adiós patria mía. Sé feliz”, foram suas ultimas palavras.

Luis Candela voltou a Madrid por amor a Clara e ela por amor a Madrid. Afinal como ficar longe dessa cidade tão cativante. Foi assim que me contaram a lenda de um bandido que perdeu a vida pelo amor de sua mulher a Madrid.